JUSTIÇA

Já estão em liberdade 11 dos 33 taxistas detidos durante a greve na capital angolana

Onze dos 33 taxistas levados a julgamento sumário em Luanda por alegado envolvimento nos incidentes, ocorridos na segunda-feira (10.01), foram libertados por insuficiência de provas, disse um dos advogados de defesa.

Em declarações à Lusa, Laurindo Sahana revelou que o julgamento teve início na terça-feira (12.01) e que os réus estavam distribuídos por duas secções do Tribunal Provincial de Luanda (“D. Ana Joaquina”), a 6.ª e a 7.ª, num total de 33 taxistas.

Outros detidos serão presentes a julgamento na comarca de Belas, mas encontram-se ainda distribuídos por várias esquadras, segundo informações recolhidas pelo advogado junto dos líderes das associações de táxis que convocaram a paralisação de segunda-feira.

Os arguidos são acusados de crimes de vandalismo sobre bens públicos e privados, mas 11 foram já libertados por insuficiência de provas.

“Ontem, 11 pessoas foram colocadas em liberdade por insuficiência de provas já que para que este crime seja provado e os seus autores responsabilizados é preciso demonstrar qual o meio usado para o cometimento do crime. Uma vez que não foram apanhados em flagrante e foram recolhidos na via pública, não se conseguiu provar se participaram, ou não, neste atos”, adiantou Laurindo Sahana.

A greve de segunda-feira ficou marcada por atos de vandalismo e distúrbios em vários pontos da cidade, com destaque para o distrito urbano de Benfica, onde um grupo de populares destruiu e queimou um edifício do comité de ação do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e um autocarro do Ministério da Saúde.

Em entrevista à DW, Alexandre Barros, secretário-geral daAssociação Nova Aliança dos Taxistas de Angola (ANATA), demarcou-se do vandalismo. Também, esta quarta-feira (12.01), o Presidente angolano João Lourenço repudiou o sucedido.

No balanço inicial de segunda-feira, a polícia angolana anunciou a detenção de 17 pessoas, mas não voltou a atualizar os números desde essa data.

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