URBANIDADE

Comandante da Policia Nacional na Huíla diz que jornalistas devem ser respeitados

O comandante provincial da Polícia Nacional de Angola na Huíla, Divaldo Martins, apelou aos militantes dos partidos políticos para respeitarem os jornalistas.

Fonte: VOA

Martins falava num encontro no Lubango para discutir a segurança dos jornalistas durante o período eleitoral.

Recentemente registaram-se vários casos de ameaças e agressões a jornalistas noutras partes do país e Divaldo Martins alertou que a manutenção de um bom ambiente com relação aos jornalistas depende dos actores políticos.

“ Mantermos esse ambiente político cabe efectivamente aos partidos políticos o trabalho com as suas bases, o trabalho com os seus militantes para que não olhem para o jornalista como um adversário, o jornalista é o intermediário do processo e merece a nossa protecção e a nossa salvaguarda”, disse o ocomdante que fez notar que s actos políticos de massas na Huíla têm sido um exemplo para o país no que diz respeito à diferença na diversidade.

Jornalistas presentes ao encontro concordaram que muitas vezes a animosidade contra os jonalistas se deve a coberturas noticiosas tendenciosas e ausência do equilíbrio no tratamento da notícia.

O delegado da Angop na Huíla, Morais Silva disse que “é preciso criar um certo equilíbrio no tratamento entre um e outro partido político e se calhar afastarmo-nos um pouco também daquilo que são as nossas ideologias porque somos que que somos homens e cada um tem a sua tendência emocional de simpatizar com um ou com aquele”.

João Katombela membro do Sindicato dos Jornalistas na Huíla, alerta que muitas vezes o comportamento de alguns gestores e editores dos órgãos de informação, é responsável pelas censuras colocando os repórteres em situação difícil.

“Quem dá a cara numa cobertura não é o director não é o chefe de redacção é o repórter e este é que sofre quando determinada matéria não é publicada”, disse

Os participantes concluíram com satisfação o facto de a Huíla não ter o registo de casos de violência física ou verbal contra jornalistas ocorrido em contexto de eleições.

Partido dão a sua opinião

No encontro a secretária provincial do PRS, Júlia Adriano, apelou para o exercício de um jornalismo isento.

“ Nós queremos um jornalismo que apoia todos que não haja separatismo como anteriormente que tenhamos horas iguais, oportunidades iguais em todos os momentos em que é preciso o jornalismo”, disse

Para o secretário provincial adjunto da UNITA, Félix Kuenda, a promoção da segurança dos jornalistas faz-se igualmente através do exercício de um jornalismo dentro dos parâmetros da democracia, que denminou de “um jornalismo arco-íris, um jornalismo democrático que seja desenvolvido sem filtros”.

Somos defensores de que no ano de 2022 tenhamos a coragem de termos um jornalismo que se faça sem censura, um jornalismo livre, um jornalismo em que coloquemos de lado as nossas ideologias e os nossos interesses. Este é o nosso compromisso”, disse

O MPLA entende que todo o discurso nesta fase deve estar voltado para as eleições e que elas ocorram em clima de festa, segundo o primeiro secretário na Huíla, Nuno Mahapi.

“ Todos comungamos de que a nossa postura vai ser sempre de urbanidade e transmitir às nossas populações que vamos transformar estas eleições, uma verdadeira festa e acho que todo o nosso discurso deve ir nessa direcção para as nossas bases a vários níveis”, disse

O encontro foi uma iniciativa do Sindicato Nacional dos Jornalistas

 

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