Opinião

Elogio à liberdade

“Quando a liberdade chegar, as instituições públicas serão despartidarizadas e os seus funcionários tudo farão tudo por Angola com verdadeiro empenho e entusiasticamente servirão o País e o seu povo e mais ninguém. Os interesses de Angola estarão acima de qualquer ideologia, sentimento, revanche ou propósito que não seja o de servir desinteressadamente o nosso povo…”

Quando da boca de um mais velho saem palavras podres…

“(…)Diante de um mais velho que preza mais o seu Partido (MPLA) à Pátria e que prefere bajuladores à críticos, como colocá-lo na posição de mais velho? Mais velho será que depende apenas da idade? (…) Lembremos: a cultura bantu, que nos ensina a respeitar os mais velhos, também nos ensina que nem todo o defunto é antepassado. O ser antepassado depende dos valores que o defunto abraçou como certos. Em umbundu existe uma palavra para identificar os mais velhos que não são dignos deste nome: “eveke”!”

A cobardia de um felino encurralado

“(…) Os agentes da Polícia Nacional, na sua esmagadora maioria, são paupérrimos. E os filhos sofrem dos mesmos males. Aliás, seguramente eles também são herdeiros da péssima Educação e condições que o MPLA tem para oferecer aos angolanos. Esse tipo de incidente acirra os ânimos na sociedade e contribuem para convulsões sociais agudas. Os tempos são outros. O Governo deve aprender a ouvir as massas. A função das forças de defesa e ordem deve ter como base a profilaxia, o diálogo permanente com a população e desenvolver ações educativas, muito antes de reprimir de forma atabalhoada. (…)”

O Pai dos Pobres e as Notas

“O Presidente João Lourenço participou no Fórum Internacional de Dakar. Fez um discurso importantíssimo que a TPA passou com ruído insuportável. Ainda ninguém explicou a quem manda na casa que no audiovisual, quando as imagens e o som não têm qualidade, pura e simplesmente não vão para o ar. Ruído, nunca! Pois eles afogaram as palavras do Presidente da República num ruído insuportável. Valeu o Jornal de Angola ter publicado o texto na íntegra.”

Senhor Presidente, trave os excessos do SIC!

“O SIC tem feito o favor de lembrar ao País e ao mundo que a Pena Capital ainda existe e deve ser materializada… com requintes de bestialidade nazista, que vão desde a tortura física à execução barbara e fria de inermes cidadãos em plena luz do dia ou daqueles que andam no “lado certo da vida errada,” o que é, (in)directamente, chancelado pela Administração Lourenço. (…) O chão dos muceques de Luanda são quotidianamente “regados” com o sangue de inocentes ou de alegados criminosos, alvos da fúria assassina dos agentes do SIC. (…)”

Saudades do JL dos primeiros tempos

“Estamos todos recordados da onda de optimismo que varreu o país nos primeiros tempos da presidência de João Lourenço. Um conhecido empresário chegou a dizer que estava a sentir o mesmo entusiasmo que o 25 de Abril lhe havia provocado, na perspectiva da independência. Apoiei os primeiros actos de governação com entusiasmo e aqui escrevi bastante sobre isso, pois corrigir o que estava mal, e muito estava, era bastante desafiante e estimulante.”

Grilo com ouvidos de mercado(ra)

“Encarcerar (…) um professor nos calabouços nauseabundos e humilhantes da Polícia (…) é uma vergonha nacional. É expor as instituições ao ridículo mais vil. Qual é o papel da Assembleia Nacional perante a violação de direitos dos cidadãos? A Provedoria de Justiça também olha para o lado como se nada tivesse acontecido? O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos também não “muge” nem “tuge”? E aqueles conselheiros caquéticos? Pois, entram mudos e saem mudos dos Alpes da Mutamba.”

O professor-herói ostracizado

“O PROFESSOR acendeu luzes que já não serão mais apagadas. Todos verão sem os ditames impostos pela subserviência partidária, que tem subsidiado a corrupção e os aplausos hipócritas que adiam a construção do País. O PROFESSOR… quem assistiu a série espanhola ‘La Casa de Papel’, compreenderá o porquê de eu o tratar assim!
…E mais: Como entender um País que preza a Liberdade, como confirmação da democracia, mas limitar e agenciar o exercício da Liberdade de Expressão de vozes opositoras?”

A vitória de Pirro nas eleições de 24 de Agosto de 2022 e os danos ao Estado Angolano

“Nas eleições de 24 de Agosto de 2022, a nação angolana saiu completamente derrotada com a inventada vitória do MPLA. Perante nós mesmos e, claro, perante o mundo que se ri da nossa incapacidade de acertar sempre no errado mesmo quando as coisas são simples, evidentes e ao nosso alcance sem necessidade de esforço. Aliás, parece existir mais esforço para tentar manipular e acabar errando.”

Um “atrasado mental” nas fileiras da Polícia Nacional

“(…) Foi bastas vezes combatido, à boa maneira da “Enciclopédia Soviética”, por ser um “atrasado mental” muito avançado para o contexto de Angola. Já sofreu toda a sorte de perseguições e humilhações por ser um homem de mente hodierna, aberta e arejada. Este é o custo de quem se recusa a ser bufarinheiro ou proxeneta político em Angola. Este é o sacrifício que demandam a ousada decisão e a inaudita coragem de não estar filiado a “clubes” como o MPLA ou a UNITA. (…)”