Opinião

Angola, Estado ditatorial

“Uma vez fora do poder, o MPLA assistirá o seu plano de poder eterno sendo demolido em doses cavalares, toda utopia que cega os militantes desavisados jogada no lixo e a aristocracia reduzida a pó. Os altos funcionários que compõem, hoje, o establishments, se tornarão reles mortais; ou seja, o partido (MPLA) tem tudo, mais absolutamente tudo a perder e, em virtude disso, arriscaria tudo, sem se importar com as consequências internas bem como, possíveis consequências negativas no plano internacional (…)”

Humilhados e Ofendidos (II)

“(…) Tudo o que se realiza sem nós, negros, fica triste, e me parece sem graça. Brancos querendo ser negros. Homens querendo ser mulheres, mulheres querendo ser homens. Negros querendo ser brancos. Tudo demasiadamente humano — viva é o poder de re-descobrir-se no colorido das diferenças. Isto, reunido ao samba “Graças a Deus” do filósofo Felipe só gera compaixão, que é quando nós deixamos tudo ficar ainda melhor. Parabéns Criolo, pelos seus 47 anos de vida! Por mais 47!”

É urgente dar a conhecer a História de Portugal Esclavagista?

“Recuperaremos, pois o pensamento científico dos mais reputados historiadores portugueses para reorganizar um programa de educação que permitam a universalização da História de Angola e da sua legitimidade internações de forma que esta funcione como uma fonte de referência, corrigindo os erros criados pela historiografia portuguesa. Quem desconhece a história do seu país não tem legitimidade intelectual para o exercício de criação de opinião.”

E-lei-ções & ilações do gado povinho na Rei-pública das batatas

(…) Direcionando-os (…) ao buraco-negro da apatia, do emburrecimento-nacional, em troca de uma liberdade que não vá além do muro da própria casa e da leitura de um livro que só é best-seller porque quem não o compra tem grande probabilidade de aparecer morto─como terá acontecido com a senhora Regina Luisa Essenje, ela que tendo sido recrutada a trabalhar para a CNE, em nome de um certo rigor nacionalista e da justiça eleitoral foi regularmente enviando áudios para o grupo WhatsApp do “Kwanza” denunciando as operações secretas de fraude eleitoral que estariam ocorrendo na sede nacional de escrutínio da CNE.”

As “Independências” do Brasil e a eleição presidencial

“Em uma nação marcada por profundas desigualdades sociais e edificada nos pilares do escravismo, não é de se estranhar que a cidadania plena não tenha alcançado os pretos e pretas, pardos, quilombolas, mulheres, indígenas, portadores de deficiência e membros da comunidade LGBTQIAPN+. Estes continuaram à margem, desprovidos de acesso a direitos básicos como saúde e educação. Em outras palavras, passados 200 anos, verificamos que alguns cidadãos ainda “valem” menos do que outros, são cidadãos brasileiros não independentes.”

A escrita “treme-treme” dos médicos

“(…) Um estudo realizado pelo Instituto de Medicina da Academia Nacional das Ciências (IOM) revela que devido à má caligrafia dos médicos, a cada ano falecem 7 mil pessoas nos Estados Unidos! Os erros mais comuns cometidos pelos doutores ao expedir as receitas médicas são as abreviações, indicações de dose e letra ilegível, os quais, além das 7 mil mortes, afetam a mais de 1.5 milhões de americanos todos os anos (…)”

A propósito da (alegada)fraude eleitoral

“Quem detém a exclusividade dos dados, certamente concentra o poder de analisar, antever e solucionar qualquer questão, antes mesmo que dados se tornem uma informação a ser veiculada. A CNE, partidos políticos, a Imprensa, tribunais e demais órgãos estão inteiramente alheios, como meros espectadores e de formal servil limitam-se a receber apenas a informação que lhe é apresentada pelo MPLA, quando, na verdade, caberia tal função, a uma comissão mista, partilhado por todos órgão interessados (partidos, sociedade civil organizada, academia, igrejas e etc).”

Angola e o pós-voto, mas não o pós-eleições

“O MPLA, o principal – e tem de assumi-lo e independentemente dos votos finais, efectivo, – derrotado deste pleito eleitoral, dirá que a abstenção prejudicou os resultados do partido e que foi uma forma de o avisar e alertar – leia-se, “cascar” e “punir” – que precisa de ter novas ideias, novas abordagens para chegar ao seu eleitorado – reforço e sublinho, ao seu específico eleitorado – e que isso terá de ser ouvido e trabalhado.”

A vulgarização da Academia pela “turbo-docência” em Angola

“(…) O “BUMM” escolástico angolano promove a consciência do diploma para a vida e a vida pelo dinheiro. Em consequência, a pessoa formada passa a encarar a sua formação como um “el dorado” que deve ser explorado ao extremo. E o ensino, por ser mobilizado em qualquer lugar e em qualquer área de especialidade: logo, todo mundo que tenha uma licenciatura, mestrado ou doutoramento pensa que é professor, que pode, e quer ensinar. Resultado: promiscuidade docente!”

Doi como doi, perder os nossos ídolos

“(…) O Jornalismo angolano perde um intérprete, que tratava o verbo com elegância, porque “navegava” na classe com a mesma destreza de um pargo na água. Lembrar-me-ei de ti, sempre que na minha tela imaginária passar o título “Duas chinguitadas de Chinguito”, que brotou da sua veia criativa, naqueles bons anos do nosso Girabola. (…)”