Opinião

O caso “Honório” e o dilema da mulher zungueira

“(…) Uma sociedade que não respeita as mulheres, por mais que lance satélites ou erga as maiores obras, (…) é um lugar de gente espiritualidade carente, sem escrúpulos e, irremediavelmente, verá ruir os pilares que a sustentam. (…) Tenhamos a decência, no início de mais um ciclo político, de colocar, de facto, a mulher, no centro das prioridades do Estado. Está na hora de fazer valer as promessas ecoadas em tempos de campanha (…)”

Quem segurou nas mãos de quem?

“(…) Nunca lutei com ninguém. Minha mãe sempre me disse: filho luta com os estudos, luta por um ideal justo. Isso sim. (…) Jamais investiria força física fosse contra quem fosse. Quanto mais um polícia! Tenho grande respeito pela farda azul. Autoridade é autoridade, mas o abuso de poder deve, sim, ser denunciado. (…)”

Não foi inteligên(cia)te, senhor General

“(…) A imagem do “provedor” da Segurança colectiva fica associada a uma espécie de “tolerância” aos desmandos. Como se não bastasse, a organização que dirige e outras “associadas”, em especial à Polícia Nacional, ficam muito mal na fotografia tudo porque foram incapazes de fazer o seu trabalho, não conseguiram prever o cenário, manter a segurança, evitar a pilhagem mesmo tendo todos os indicadores possíveis. (…) Os órgãos de Segurança e por extensão o Executivo saiem altamente fragilizados. Os vídeos que rolam indiciam um Estado em estado de ingovernabilidade.”

Je suis José Honório!

“José Honório foi sovado, humilhado e escalavrado sem dó nem piedade por agentes da Polícia Nacional. Fizeram-no por terem a certeza da impunidade. Fizeram-no por saberem que o comandante local da Polícia Nacional manter-se-á de “pedra e cal”, quando noutra latitudes – onde há seriedade e serietude! – já teria, de motu proprium, pegado na sua trouxa e zarpado, depois de, formalmente, colocar o seu lugar à disposição ante o sucedido. Mas há a “certeza matemática” de que nada acontecerá.”

Polícia canalha ou cães raivosos?

“(…)Quando a Polícia Nacional envereda pelo caminho da violência, aliás, uma prática comum, revela que tipo de limites estão dispostos a cruzar para impor à vontade daquele que falhou no processo do diálogo (líderes), incapaz de convencer a parte contrária no processo através do diálogo permanente, os incompetentes, como cães raivosos, destilam todo tipo de violência de forma covarde, inclusive, a um jornalista (José Honório, ao serviço da Angop) que estava a fazer o seu trabalho, registrar para informar. (…)”

Polícia republicana e amiga do cidadão, precisam-se!

“(…) A estratégia comunicacional, quer da Polícia quer do próprio Ministério do Interior, deixa muito a desejar. Estamos lembrados do homem das bazucas e mísseis intercontinentais; estamos ainda lembrados da paródia do senhor Ministro do Interior (Eugénio Laborinho) de que a Polícia não anda por aí para distribuir “rebuçados” e “chocolates”; que mensagem é que os efectivos podem extrair daqui?”

Rússia versus Ucrania: Uma questão pertinente!

“Sobre o contexto, a Alemanha nazi não enfrentava a oposição de leis e tratados internacionais subscritos globalmente; Moscovo talvez acabe por enfrentar. Ainda sobre o contexto, Berlim era de longe a maior potência económica e militar da época, a Rússia é tão somente uma das maiores actualmente, e sob o deslize de ter evocado prematuramente a possibilidade do uso do nuclear, perdendo assim um enorme estatuto no que ao equilíbrio mundial pela força compete. Claro que toda a jactância do género, utilizada também pelo Sr. Kin Jong-Un da Coreia do Norte, arrefecerá quando os oponentes à altura recorrerem ao mesmo discurso.”

Elogio à liberdade

“Quando a liberdade chegar, as instituições públicas serão despartidarizadas e os seus funcionários tudo farão tudo por Angola com verdadeiro empenho e entusiasticamente servirão o País e o seu povo e mais ninguém. Os interesses de Angola estarão acima de qualquer ideologia, sentimento, revanche ou propósito que não seja o de servir desinteressadamente o nosso povo…”

Quando da boca de um mais velho saem palavras podres…

“(…)Diante de um mais velho que preza mais o seu Partido (MPLA) à Pátria e que prefere bajuladores à críticos, como colocá-lo na posição de mais velho? Mais velho será que depende apenas da idade? (…) Lembremos: a cultura bantu, que nos ensina a respeitar os mais velhos, também nos ensina que nem todo o defunto é antepassado. O ser antepassado depende dos valores que o defunto abraçou como certos. Em umbundu existe uma palavra para identificar os mais velhos que não são dignos deste nome: “eveke”!”

A cobardia de um felino encurralado

“(…) Os agentes da Polícia Nacional, na sua esmagadora maioria, são paupérrimos. E os filhos sofrem dos mesmos males. Aliás, seguramente eles também são herdeiros da péssima Educação e condições que o MPLA tem para oferecer aos angolanos. Esse tipo de incidente acirra os ânimos na sociedade e contribuem para convulsões sociais agudas. Os tempos são outros. O Governo deve aprender a ouvir as massas. A função das forças de defesa e ordem deve ter como base a profilaxia, o diálogo permanente com a população e desenvolver ações educativas, muito antes de reprimir de forma atabalhoada. (…)”