Opinião

O General “pantomineiro”

“Imbuído da costumeira petulância e arrogância, digna de repulsa, pois no exílio forçado do qual lhe foi submetido, não aproveitou o tempo para rever alguns conceitos humanos básicos. A figura mantém-se impávida na sua sanha destruidora, como se tivesse uma epifania. No epílogo da sua actuação, além de especular, acusou e fez graves denúncias contra o Governo e agentes, dentre os seus alvos consta nomeadamente o general Fernando Miala, a quem acusa de estar envolvido, ou pelo menos ter mantido relações com uns dos regimes mais perverso da história humana: O apartheid. (…)”

Votem por Angola*

“Estou ciente de que nem todos apoiarão ou compreenderão este meu apelo, incluindo alguns dos meus colegas da UNITA. Mas estou igualmente convencida, em sã consciência, que este é o caminho certo para Angola. Quanto mais concentrarmos o voto útil numa só candidatura, melhor! Se advogamos a paz e a reconciliação para o País todo, então, que o façamos primeiro entre nós, com o nosso próximo mais próximo. A hora é agora! Angola em primeiro lugar!”

Parabéns, Doutor Simões Pereira!

“(…) Em 2019 o PAIGC ganhou as legislativas pelo que, por força do sistema de governo, Domingos Simões Pereira tornou-se Primeiro-Ministro. Mas José Mário Vaz entendeu interromper o ciclo governativo exonerando o então Primeiro-Ministro. Desde então tem estado a fazer uma travessia no deserto onde dentre as dunas ainda vai visualizando um ou outro oásis. O seu doutoramento em ´´Ciência Política e Relações Internacionais: Segurança e Defesa´´ é um desses oásis que ainda lhe permite sonhar numa ´´terra prometida´´. (…)”

A ingratidão do MPLA

“Num País sério e com um partido no poder que preze pelo seu bom (?) nome, o Departamento de Auditoria e Disciplina do MPLA deveria ter já instaurado um inquérito para apurar se as acusações feitas às duas figuras do MPLA (Bento Bento e Paulo Pombolo) pelo empresário são ou não sérias. E enquanto decorresse a investigação, os acusados deveriam (…) ser suspensos das suas funções.
(…) Noutras latitudes, onde o voto do povo é, de facto, uma arma, as denúncias de Henrique Miguel (Riquinho) levaria o MPLA a tomar uma posição pública para não causar danos a sua imagem. Mas tal não vai acontecer nem um pouco mais ou menos, pois a opinião pública não faz mossa ao partido no poder, porque o povo (ainda) é tratado como gado, à semelhança do que acontecia no tempo colonial.”

A Imagem da Mulher na Imprensa e o Papel do Direito da Publicidade na Promoção da Igualdade de Género

“A eficácia da comunicação comercial depende sobretudo da criatividade e do impacto criado nos recetores e destinatários, e já não do carácter repetido e premente dos anúncios. O que contrapõe à liberdade (opção racional e objetiva) de escolha dos consumidores. Hoje em dia, toda a comunicação comercial é eminentemente persuasiva e sugestiva. Tendo por norma excecional, a exploração do medo, da ansiedade, da insegurança e do sentimento de culpa dos destinatários. Do contrário, o seu exercício por parte dos anunciantes, seria ilegítima [práticas comerciais coativas e agressivas], por violação do princípio da licitude, consagrado no artigo7.º, nº 1, do código de publicidade.”

O pesadelo de João Lourenço

“(…) Não há qualquer outro objetivo que não seja o de criar um “gargalo” para enfraquecer Liberdade de informação na internet, pois além do Governo não controlar os conteúdos online, a “velha Imprensa” perdeu toda credibilidade. Hoje, qualquer facto noticiado pelos veículos da grande mídia são automaticamente confrontados com o eco que vem da internet. Ninguém confia mais na mídia tradicional. Tal facto, para o Regime, configura-se em ameaça à democracia. Regular as mídias digitais torna-se a celebração da democracia. Enquanto não nos livrarmos do MPLA, Angola jamais será erguida como uma nação livre e democrática. (…)”

Jó Soares

Eterna gratidão, Dario de Melo!

“(…) Dario de Melo (…) não morreu; apenas decidiu fazer uma pausa no caminho do Jornalismo e da Literatura infanto-juvenil. Ele significava (e vai significar sempre) muito para mim. Tem, para mim, um valor imaterial incalculável no meu percurso de vida e como homem. (…) Sinto saudades de vê-lo sentado na sua poltrona, depois do almoço a colocar o tabaco no fornilho do seu cachimbo e a comprimi-lo levemente, enquanto se preparava para me dar um “sermão” por conta das queixas que a minha mãe fazia devido as minhas travessuras ou, já nos últimos tempos, para falar de coisas mais sérias como política ou de como ia a minha vida. (…)”

Entre a arrogância e a ignorância

“Francisco Pedro fez questão de dizer, e sem qualquer pudor, que não é um jornalista, é outra coisa. E a sua pretensa honestidade revelou não só a sua imensa ignorância, ou, pelo menos, a sua enorme desonestidade intelectual, mas também o despudor e a sensação de impunidade que gozam os jornalistas dos órgãos comunicação social públicos ao serviço do partido do poder, completamente esquecido do óbvio e até da missão histórica que cabe aos media em qualquer país, em qualquer regime.”

Jornalismo de tarimba com “sabor” a Biker (Homenagem ao Dario de Melo)

“Por onde andará agora aquele jornalismo de alma tarimbada, embebido no suor que brotava dos poros feito seiva germinante? Onde se perdeu o jogo das letras, palavras e frases que saltavam do teclado das “Olympia” para criar textos memoráveis nas folhas dos linguados? Onde está o costurar dos aparelhos de telex e de fax, crepitando incessantemente na redacção, com o incansável Vicente a sair da sala da chefia de redacção girando a sala com linguados e telexes corrigidos nas mãos à procura do pessoal para o fecho das páginas?”

O culto do artista e a rota da “qualidade de vida”

“Em 2008 saiu do Sambizanga e em 2012 já estava completamente estabelecido no Kilamba. Graças aos “esforços do Executivo” doutrora. Passados 10 anos – e agora caindo nas boas graças do actual detentor das “Ordens Superiores”, o mesmo agraciou-o com uma nova casa, desta feita, em Talatona, ou, como também é conhecida actualmente, “a zona nobre de Luanda”, onde vive a nata da nata, a crème de la crème. Importante clarificar que a zona é nobre, mas o angolano comum, esse, é pobre.”