Entrevistas

“A Comunicação Social pública é a que mais danos tem causado a qualquer tentativa de se criar um ambiente democrático”

A sua voz dá vida a pensamentos que o levam a autodefinir-se como “incómodo”. Ela (a voz) ecoa – nesta sua primeira entrevista a este hebdomadário – a partir de Roma (Itália), para onde se mudou de “mala e cuia”, há já alguns anos, para viver e laborar. A palavra é o único meio de que dispõe para se “indispor” contra a(s) injustiça(s), abusos de poder e a governação do País.

“Nenhum livro nasce da mesma maneira. Em todo o caso, o mais importante é sempre encontrar a voz certa para contar aquela história”

José Eduardo Agualusa acaba de receber o grande prémio de crónica e dispersos literários, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores, com o livro “O Mais Belo Fim do Mundo”, que reúne crónicas, contos e notas diarísticas, escritos entre 2018 e 2021 na revista Visão, na Granta e no jornal brasileiro o Globo. Em entrevista à PRÉMIO, o escritor angolano fala do seu novo projecto literário, uma espécie de biografia que diz ser também um ensaio sobre a História recente de Angola.

“O meu cartão de militante do MPLA foi assinado pelo Joaquim Kapango”

Dario Mendes de Melo foi a enterrar no seu berço-natal, em Benguela. Faltaram honras de Estado. O escritor, jornalista e letrista merecia. Não seria favor nenhum. Entre as suas obras, destacámos a letra do primeiro “Hino da Paz” (Meu irmão/Vem Cantar comigo/Meu irmão/Esquece o Passado/….) que serviu para enaltecer o primeiro processo eleitoral do País e apagizuar os espíritos desavindos em 1991. Em homenagem ao escritor e jornalista Dario Melo, retomamos, com a devida vénia, a presente entrevista concedida aqui há uns anos ao jornal O País.

“Estamos perante um regime vingativo e que pratica represálias de todo o tipo”

O antigo primeiro-ministro angolano Marcolino Moco diz em entrevista à DW África que será um “milagre” se o Movimento Popular de Libertação de Angola MPLA ganhar as eleições gerais de 24 de Agosto. No entender do antigo secretário-geral do MPLA, “se houver transparência eleitoral”, a oposição angolana ganhará o pleito”.  Mas, segundo Moco, o que poderá acontecer é uma “vitória fabricada” pelo partido no poder”.

“O MPLA não tem condições para ganhar as eleições, dada a saturação popular e os erros de governação”

Disseca a situação de Angola como poucos. Quando fala, fá-lo com conhecimento de causa e do alto da sua reconhecida e competente cátedra. Não se faz rogada quando o tema da prosa é a situação política, social e económica de Angola. Por isso, convidamo-la para uma entrevista exclusiva, na qual Paula Roque alerta – entre outras questões – que Angola está a viver um momento perigoso.

“A vida política angolana precisa de uma certa elegância”

O historiador Jean-Michel Mabeko-Tali afirmou, em entrevista concedida recentemente à Angop, que as novas querelas políticas que têm caracterizado o momento nacional, há algum tempo, dão um quadro preocupante do campo político angolano, e uma impressão de que as mais de quatro décadas de independência não trouxeram a maturidade suficiente para que se ultrapassasse as oposições básicas que, outrora, dividiram o nacionalismo angolano, face ao regime colonial.