Entrevistas

“A vida política angolana precisa de uma certa elegância”

O historiador Jean-Michel Mabeko-Tali afirmou, em entrevista concedida recentemente à Angop, que as novas querelas políticas que têm caracterizado o momento nacional, há algum tempo, dão um quadro preocupante do campo político angolano, e uma impressão de que as mais de quatro décadas de independência não trouxeram a maturidade suficiente para que se ultrapassasse as oposições básicas que, outrora, dividiram o nacionalismo angolano, face ao regime colonial.

“Quem manda em Angola é o Sistema ‘Ordens Superiores’ e não propriamente o MPLA”

Em declarações exclusivas feitas recentemente à DW, Marcolino Moco endurece o discurso e diz sem eufemismos nem tergiversações que a situação do País está insuportável. Atira-se contra o Presidente João Lourenço que encerrar todas as empresas que funcionavam por estarem ligadas ao seu predecessor José Eduardo dos Santos e à família. Moco questiona se tal medida é política de Estado e critica-a por ter criado desemprego à escala nacional.

“O MPLA já perdeu o voto popular de Luanda (…) e se as eleições fossem justas, estaria em risco de perder”

A alta do petróleo oferece uma almofada de segurança ao MPLA para enfrentar as eleições. João Lourenço conta com os recursos de um Estado securitário, mas uma situação dramática de desigualdade e pobreza ameaça o regime, afirma a investigadora Paula Cristina Roque, que nasceu em Joanesburgo e, em 2017, doutorou-se em Oxford, com uma tese sobre os estados paralelos rebeldes da UNITA e do Movimento de Libertação do Sul do Sudão.

O País clama por desenvolvimento (…) já tenho programa de Governo”

António Venâncio, engenheiro civil de formação e também conhecido Kanzala Filho, enquanto cronista, militante do MPLA há precisamente 48 anos, é a figura que não haverá como não destacá-la na História do seu partido, e quiçá do País, por ser o homem que se perfilha na primeira linha para sacudir a letargia, assumindo-se como candidato à presidência do MPLA, no próximo congresso, aprazado para Dezembro do presente ano. Homem de fala fácil, despreocupado, de sua verdade, avança, em poucas linhas, as suas intenções para medir forças com o actual presidente. Siga-mo-lo nesta entrevista exclusiva a “O Kwanza”?

“Fomos formatados para sermos pedintes e, na minha condição de cego, piora um pouco”

Salas Neto (jornalista de “primeira água” e de créditos bem firmados em Angola e arredores, polemista irrequieto e cronista de mão cheia) concedeu, recentemente, uma entrevista ao Jornal Metropolitano de Luanda. O Jornalismo, o seu percurso, a discriminação de que sempre foi alvo por ser invisual e a sua actual condição social e económica dominaram a entrevista que se segue. Leia o que diz o (nosso) mestre Salas.