INICIATIVA

“Grande Muralha Verde” visa aumentar resiliência nas  comunidades vulneráveis ​​em terras áridas, diz Josefa Sackou

A iniciativa da “Grande Muralha Verde” para a região do Saara e o Sahel  visa combater a degradação da terra e aumentar resiliência nas  comunidades vulneráveis ​​em terras áridas, disse nesta quarta-feira, 27, em Adis Abeba , a Comissária do Departamento da Agricultura, Desenvolvimento Rural , Economia Azul e Ambiente Sustentável Josefa Correia Sacko.

Aquela Diplomata que manteve um encontro com uma delegação da República Federativa da Alemanhã chefiada pela  directora geral para África  do Ministério Federal de Cooperação Económica e Desenvovlimento Birgit Pickel, avançou que ,  dadas as condições adversas semelhantes na África Austral devido aos desertos do Namibe e do Kalahari, foi estendida esta   iniciativa à região da SADC.

“Portanto, ficaremos gratos se o governo da Alemanha também puder apoiar  diretamente esta iniciativa, porque  este ano devemos elaborar um plano estratégico de 10 anos que acreditamos  orientará o caminho a seguir”, frisou .

Deu a conhecer que  em consonância com esta iniciativa , a Comissão  da UA está no processo de operacionalização da estratégia e plano de acção das alterações climáticas e desenvolvimento resiliente da União Africana após a sua adopção pela Assembleia da UA na Cimeira  de Fevereiro de último.

Segundo ela a estratégia fornece um amplo esboço para acções harmonizadas e coordenadas para responder aos impactos das mudanças climáticas, bem como, planejar o futuro de baixa emissão e resiliência climática do continente.

Define  ainda , os principais parâmetros e prioridades para construir capacidades africanas fortes  para se adaptar às mudanças climáticas e explorar os benefícios do potencial de mitigação do continente.

“Assim , procuraremos o vosso  apoio técnico e financeiro na operacionalização da estratégia a nível continental, bem como , dos  Estados Membros da UA para a sua implementação. A Estratégia é abrangente e oferece um grande escopo para o desenvolvimento de projetos para intervenções específicas”, garantiu a Comissária da UA.

Por seu turno anunciou que a Comissão da UA  também está num  processo de implementação do Plano de Ação de Recuperação Verde da União Africana a  que orienta as ações climáticas do país na recuperação dos impactos do COVID 19,  O ação destinada a apoiar a resposta de recuperação do desenvolvimento sustentável do continente à impactos devastadores da pandemia de  nas dimensões socioeconômica e ambiental.

Para este fim,  espera-se  alcançar resultados mensuráveis ​​através da coordenação de intervenções em cinco áreas prioritárias, nomeadamente,

financiamento climático, eficiência e impacto, energias renováveis, eficiência energética e programas nacionais de transição Justa, bem como, soluções baseadas na natureza e biodiversidade.

A gestão sustentável do território, florestas, oceanos e ecoturismo, agricultura   para o desenvolvimento econômico e empregos verdes, cidades verdes e resilientes – com foco na água (inundações e recursos hídricos) e aprimoramento da informação, comunicação e tecnologia, consta também  do plano de estrátegico.

Outra preocupação levantada  tem haver com  a escassez da água  devido  às mudanças climáticas, prevendo assim,  futuros conflitos em torno de cursos de água compartilhados, a menos que medidas mitigadoras sejam implementadas. “Estamos felizes que a iniciativa “Team Europe” esteja em andamento, na qual o governo da Alemanha é um actor fundamental, no entanto, precisaremos de apoio direto à UA em outros componentes de água e saneamento, incluindo apoio técnico”, disse.

Por outro lado,  frisou que o Acordo de Paris estabelece uma meta ambiciosa ao concordar em manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2°centigrados acima dos níveis pré-industriais e assim  buscar esforços para limitar o aumento da temperatura até  1,5°centigrados .

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *