INVESTIMENTOS

BAD disponibiliza mais USD 1,5 mil milhões para aumento da produção agrícola em África

Cerca de 1,5 mil milhões de dólares serão disponibilizados pelo Banco Africano de Desenvolvimento ( BAD) aos produtores para aumentar a produção de quatro  culturas  ,nomeadamente , trigo, arroz , milho e  soja, confirmou hoje , em Lisboa , a Comissária da UA Josefa Correia Sacko.

De acordo com a diplomata que  interveio a partir da capital portuguêsa ,no evento virtual sobre o tema : “na hora da soberânia económica de África, transformar a resiliência em oportunidade”, disse  que,  a previsão é produzir 37,6 milhões de toneladas métricas destas culturas alimentares de base para  traduz num aumento de cerca de 30% na produção local.

Referiu que a instituição bancária africana BDA  em colaboração com a CUA  e os países africanos, desenvolveu um plano de produção alimentar de emergência para impulsionar a rápida produção destes produtos  , cujo  estrátegia foi apresenta recentemente para aprovação  na  reunião conjunta dos ministros africanos das finanças e da agricultura ,  que decorreu em Dakar Senegal.

Avançou,  que afim de melhorar a situação da segurança alimentar e nutricional em África, a União Africana desembolsou  trezentos mil dólares para cada um dos 16 países, que foram declarados como focos de insegurança alimentar aguda em consequência da crise COVID-19  a partir do fundo especial de emergência para a seca e a fome em África (SEAF).

A Comissária da UA ,  frisou , Com vista , a assegurar , o combate cerado da insegurança alimentar , na última  Cimeira da União Africana , foi  declarado : “Construir Resiliência à Nutrição e Segurança Alimentar no Continente Africano e Reforçar a Agricultura, Acelerar o Capital Humano, Desenvolvimento Social e Económico” como o tema para o Ano 2022 da UA.

Neste contexto, garantiu  que a  Agenda 2063 da União Africana reconhece para  um desenvolvimento inclusivo e centrado nas pessoas, com um enfoque específico na melhoria do acesso das mulheres aos factores de produção, acrescentou que “aqui interpelamos a urgência do seu empoderamento em todas as áreas da vida, bem como, a necessidade da garantia da igualdade de direitos sociais, políticos e económicos”, reforçou a embaixadora .

No seu entender , o  empoderamento das mulheres é visto como um factor-chave de sucesso na realização da Agenda 2063, da Declaração de Malabo e dos objectivos de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030.

Fez saber ,  os objectivos da declaração de Malabo sobre “aceleração do crescimento e da transformação da agricultura para uma prosperidade partilhada e uma melhoria dos meios de subsistência”, deve ser urgentemente facilitados,  por conseguinte, “é necessária uma abordagem transformadora do género para alcançar esta capacitação económica das mulheres que pode transformar esta resiliência na cadeia de valor dos sistemas de produção agrícola numa oportunidade de melhorar as suas condições de produção”, defendeu.

“ A mulher como elemento dinâmico no desenvolvimento das comunidades e na luta pela segurança alimentar pode estimular a nossa reflexão neste momento de crise e fazer evoluir a nossa visão com vista a  transformar a resiliência adquirida dos diferentes choques que o continente sofreu durante os últimos 4 anos”, manifestou a sua posição.

Disse também que a actual crise dos preços dos alimentos, agravada pelo conflito russo-ucraniano, deve ser vista num contexto sistémico que pode reforçar a resiliência dos  sistemas alimentares de África , para além disso, as sanções impostas ao comércio de alimentos e petróleo,  prejudicam desproporcionadamente a África e, em particular os pobres.

Daí que, segundo ela,  o enfoque na segurança alimentar não deve obscurecer as graves ameaças ao ambiente, tal como foi observado por vários especialistas , na  contribuição dos sistemas de produção e transformação de alimentos.

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