Destaques

Entre a arrogância e a ignorância

“Francisco Pedro fez questão de dizer, e sem qualquer pudor, que não é um jornalista, é outra coisa. E a sua pretensa honestidade revelou não só a sua imensa ignorância, ou, pelo menos, a sua enorme desonestidade intelectual, mas também o despudor e a sensação de impunidade que gozam os jornalistas dos órgãos comunicação social públicos ao serviço do partido do poder, completamente esquecido do óbvio e até da missão histórica que cabe aos media em qualquer país, em qualquer regime.”

Jornalismo de tarimba com “sabor” a Biker (Homenagem ao Dario de Melo)

“Por onde andará agora aquele jornalismo de alma tarimbada, embebido no suor que brotava dos poros feito seiva germinante? Onde se perdeu o jogo das letras, palavras e frases que saltavam do teclado das “Olympia” para criar textos memoráveis nas folhas dos linguados? Onde está o costurar dos aparelhos de telex e de fax, crepitando incessantemente na redacção, com o incansável Vicente a sair da sala da chefia de redacção girando a sala com linguados e telexes corrigidos nas mãos à procura do pessoal para o fecho das páginas?”

O propósito

mirela era assistente social em uma clínica, mas, sentia que faltava algo em sua vida e não era capaz de definir. em um domingo, acordou cedo e decidiu visitar o lar irmã maria luiza. encantou-se com os idosos do local e decidiu trabalhar como voluntária. todo sábado, chega às 8h no lar, ajuda a dar …

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O culto do artista e a rota da “qualidade de vida”

“Em 2008 saiu do Sambizanga e em 2012 já estava completamente estabelecido no Kilamba. Graças aos “esforços do Executivo” doutrora. Passados 10 anos – e agora caindo nas boas graças do actual detentor das “Ordens Superiores”, o mesmo agraciou-o com uma nova casa, desta feita, em Talatona, ou, como também é conhecida actualmente, “a zona nobre de Luanda”, onde vive a nata da nata, a crème de la crème. Importante clarificar que a zona é nobre, mas o angolano comum, esse, é pobre.”

Quando a nossa única arma é a resiliência

“A ‘Posidonia australis’ está aí para provar que não. Como vencer o tédio? Em sendo uma planta do tamanho da distância entre Angola e Nzeto, ou entre Rio de Janeiro e Angra dos Reis, ou entre São Paulo e Cosmópolis, e tendo vivido mais do que a chamada Civilização Ocidental, como se terá feito para vencer o tédio durante todos estes anos? A história de uma planta não começa na Grécia Antiga.”

O fogo-de-artificio das eleições e a violência dos pacíficos

“Se ao cair da noite eleitoral não tivermos aprendido que o mundo do “Eu” não é mundo sequer, se não tivermos lido que a fronteira entre a frontalidade e a boçalidade é muito ténue – mesmo quando metida no Capote de Nikolai Gogol; se não se nos der que cada um de nós é único e isso não é forçosamente um erro genético; se não tivermos interiorizado que a cada um a própria voz e vez, então, de nada terão valido os excessos de paus de giz e selos no papel com carimbo a óleo.”

O católico e o evangélico

Interpelou-me um irmão Evangélico, hoje. – Acompanho as tuas publicações no Facebook. Olhe, quero debater contigo sobre Maria! Meu bom irmão, não podemos debater sobre a nossa boa Mãe Maria. Temos de amá-la como ela nos ama! Mesmo tu não amando-a, ela te ama. Não se debate sobre a Virgem Maria, ama-se! Meu bom irmão, …

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A margem

Vou levar algumas horas ou quem sabe dias para escrever essa crônica. E agora, ela está aqui, desfilando nas retinas do meu leitor. Sinto-me perdida, entre as fagulhas do tempo. E com o coração em brasa, escrevo esta crônica cujo tema é ela mesma. Sei bem, leitor! O mundo anda cheio de assuntos para serem …

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CARRINHO, a nova coqueluche do PR João Lourenço

“Sem vergonha, nem um mínimo de pudor em tudo o que possa render lucro fácil, a par da OMATAPALO, encontramos o nome desta empresa seja directamente ou através de subsidiárias engendradas à pressa para funcionarem como receptoras de Fundos Públicos chorudos a pretexto de alavancarem vidas inóspitas de milhões de angolanos. Agora, com a entrega da gestão desta fábrica (África Têxtil) onde já vimos colocando dinheiro do Erário desde bem lá atrás, a cargo da CARRINHO, para além da Reserva Alimentar para que não morram à fome, fica também entregue à  sua gestão os trapos para se cobrirem e taparem-se do frio.”