FRIDOLIM KAMOLAKAMWE*

O beijo de Judas ao rei dos “judaeus”

Michel Foucault, na esteira de Marx, dá-nos a ver que todo o teatro cotidiano— onde se embrincam os problemas sociais, o real e o imaginário, e o que percecionamos do atrito entre micropartículas atómicas de ideias, ações e seus resultados (tangíveis ou não) — traz acoplado, por detrás do pano, um inescusável fundo ideológico. Logo, e por extensão, de interesses estratégicos que lhes são intersubjetivos; —não descurar o económico, sendo que vivemos, afinal, na era do predomínio do capital, quase que, sobre todo o tudo. Em Angola não é exceção. Assim, qualquer acontecimento, por mais trivial, agregará, irremediavelmente, uma dimensão política. E as eventuais circunvoluções interpretativas, diatribes, distorções e silêncios a respeito trarão sempre a impressão digital das simpatias político-ideológicas, crenças, princípios e valores de cada qual.  Aliás, já no-lo admoestava H. Caeiro Pereira (1977): «(…) As opiniões, qualquer que seja o tema sobre que se exprimam, trazem sempre a marca de uma qualquer facção partidária, mesmo quando pretendem apresentar-se como modelos de objetividade e isenção (…)» 

Ora, no dia (24/12), coincidentemente, 24 horas após o relançamento da Frente Patriótica Unida (FPU), João Lourenço (JLO), presidente de Angola, entendeu visitar José Eduardo dos Santos (JES), seu antecessor e presidente emérito do partido (MPLA) que lhe franqueou as portas ao Palácio da Cidade Alta.

O gesto, aparentemente casual— não fosse o hálito a oportunismo sádico-triunfalista que soçobra no ar— se segue a episódios (entre ambos) dignos de consultas urgentes ao ervanário.

E tem lugar num momento bastante periclitante da política doméstica, da saúde do próprio JES, da falta de saúde no Sistema de Saúde, de alcoolémia do Sistema de Justiça, de um apocalíptico Alzheimer principiológico no exercício do poder e distribuição da renda; factos que seguem cavando tumbas e feridas psicológicas em torno da anteriormente tão vozeada pacificação dos espíritos e reconciliação nacional; variáveis que dialogam de muito perto com a gritante impopularidade de João Lourenço/MPLA, com a aparente fragmentação do partido que há 47 anos governa o País, tal é o índice de descontentamento populacional;— a rimar com a ascensão meteórica de Adalberto Costa Júnior, um novo “Cavalo de Troia” na jogatina política doméstica, sublinhe-se; o qual, embora com manifesto, e muito surpreendente fairplay, em abono da verdade, por concurso aleatório de circunstâncias, acaba por ensombrar, por arrasto, inclusive a primazia que o eleitorado dava, outrora, a Abel Chivukuvuku (AC).

Constatações que a mera propaganda à Joseph Goebbels, por si só, já não consegue escamotear. O gesto de JLO encerra interconexões multidimensionais; ou, conforme a inclinação facciosa de quem quer que, em jeito de arqueologia forense ou mera ortopedia reflexiva, se dê ao destempero de o desmontar peça por peça, para o escrutinar nas suas mais herméticas minudências.

Cingimo-nos, por ora, a uma narrativa dualista, interessante, qualquer que seja o ângulo: Num extremo, o otimismo (algo voluntarista): — Dos que veem no ato do presidente apenas um gesto de boa vontade, da parte de alguém a quem, até, nada mais interessa que a saúde e bem-estar de todo o mundo, especialmente, a daquele que um dia lhe depositou em mãos a chave das “minas de Salomão”.

Na outra extremidade, os pessimistas (radicais e/ou radicalizantes): —Que, agora, sentem dores de bexiga até quando o presidente pisca o olho. Quanto a nós, nos permitimos ficar no muro. E do alto do muro, intuímos no gesto do PR uma certa porção encorajadora; e, é tudo, por agora(!)

Encorajadora, no sentido em que os angolanos não precisam, quer por vontade própria, traumatismo histórico, orfandade sistêmica, incitamento de quem quer que seja, concorrer, reiteradamente, ao prémio Nobel do auto ódio, da beligerância inútil e desgraçada; principalmente, quando o país-real está depauperado na sua ossatura demográfica, na rede de interconexão terrestre cidade/campo/cidade, transportes públicos, serviços assistenciais básicos, distribuição de energia elétrica e nos dispositivos agroindustriais que propiciariam a produção de riqueza, eventual redução gradativa da pobreza, libertando-nos do jugo vexatório da ultra dependência das exportações e, logo, das chantagens do Centro Gravitacional do Poder (CGP).

Encorajador, porque os angolanos não precisam de, forçosamente, se submeter à tripla Khenosis—e.g.

 

  • A do personagem bíblico, Jó, para alcançar a eudaemonia que os gregos propalavam, esvaziando-se dos seus Direitos Humanos para se preencherem por uma putativa cidadania —que os trata pior que às moscas (estas circulam livremente, não votam e, curiosamente, não passam fome);
  • os angolanos não precisam da Khenosis— da transubstanciação, se autodemitirem do direito natural à sobrevivência, em favor de uma militância opaca, insipida, que precisa que a individualidade e essências do homem e mulher angolanos sejam diluídas, para que os partidos e seus líderes floresçam, lado a lado com a pobreza multidimensional, visível em todo o lado;
  • Os angolanos não precisam que se opere neles o milagre de deixarem de ser entes biológicos providos de raciocínio e passem à condição vegetativa de meros substantivos acomodados na constituição e/ou estatutos de um qualquer partido político.

O Natal é, por excelência, um período em que, se não exercitamos, pelo menos, encaramos a possibilidade da harmonia entre humanos que, já agora, por decreto inapelável da natureza, partilham laços que vão do sangue ao território, hino, moeda, bandeira e se distendem por outros de cariz psicossomático.

Entre presépios de adobe, um menino Jesus andrajoso, e com máscara anti-Covid metida no focinho, um pai Natal confinado, com propensões a prisioneiro de guerra em Auschwitz, sempre resta algum tempo para escutar a prima gorda vinda da capital, que, ainda ao som de “xé menino não fala política”, óculos à  reitora de universidade europeia e sotaque de Hillary Clinton, nos incita a revisitar avariados  mitos fundacionais, a esquecer as promessas pré e pós-independência, os programas  eleitorais do passado,  compele-nos compulsivamente a embarcar no navio encalhado de um presente escorregadio e altamente inflamável, ao mesmo tempo que, do alto do púlpito monolítico  continua a dissertar fervorosamente em favor da commodity do futuro— que, no rico e respeitável entender da prima (de ancas mais vistosas que o cérebro e diploma de influencer), só pode ser brilhante pelas mãos dos mesmos que em 47 anos só conseguiram avariar (com muito sucesso) o ontem e o hoje da maioria.

Na euforia do Natal há, afinal, espaço para um certo Tio Diamantino-Tira-Camisa-Põe-Camisa-Tira-de- Novo, saído de uma página rasgada da Bíblia, provar que é manso e humilde de coração. Virtudes que sobressaem em tempo de crise. Tudo isso, renova esperanças. Não a esperança como mero atributo atávico daqueles que não tendo o que comer, devoram a si próprios para chamar à atenção o seu Deus. Não a esperança que espera; e, sim, como no-lo diria o Professor Roberto Mangabeira Unger, da Universidade de Harvard— “a esperança como consequência da Acão”.

A esperança na possibilidade do diálogo, apesar das nossas gritantes diferenças.  «Acho uma boa iniciativa da parte do senhor presidente», diz o ex-primeiro-ministro, Lopo do Nascimento, ao jornal “Expresso”, relativamente à visita de JLO a JES. “Quão bom é que os irmãos vivam em união!”, diria o salmista. Até porque, a visita em causa se faz às vésperas do Dia da Família. E o MPLA já muitas vezes se autoproclamou “A Grande Família”. Aleluia, amém! Assim pintado o quadro, seriamos tentados a colocar uma cerca sanitária nos apupos e memes contra JLO/MPLA, que, agora, pululam pela blogosfera e outras redes sociais. Seriamos tentados a plantar semáforos vermelhos nos rugidos frementes de alternância—que substituíram as aclamações e banhos de popularidade em que JLO nadava garbosamente nas vestes de reformista do Estado angolano. Seriamos tentados a, tal como muitos, no início, substituir as fotos de perfil no Facebook, pelas do presidente, que emergia, definitivamente, como sendo o líder congregador por que todos os angolanos há décadas ansiavam.

Sucede, porém, que a velha malha da política se costura por tecidos muito difusos e doses incertas. Tudo parece cada vez mais pueril e fragmentário. A desconfiança no CGP está profundamente instalada e acabou por se tornar num protocolo. Como tal, nem sempre o que parece é; o contrário, para nossa desgraçada fatalidade, também pode ser verdade.

O que torna lícito o questionamento: nesta fase do campeonato, com Isabel dos Santos sendo caçada, Zenu dos Santos prestes a cumprir cadeia, a Tchizé algures pelo mundo, entre apertos de mão, beijinhos e selfies, teria dos Santos autonomia deliberativa para dar um “não” a JLO?

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, a quem empresto uma certa simpatia, é conhecido pelo seu carisma e propensão para produzir e distribuir beijinhos à escala industrial, mesmo quando visita Angola, onde é, geralmente, massageado com fartos unguentos de calor humano, sendo carinhosamente tratado por “Ti Celito”. Eis que, De Sousa carrega a aura típica de pessoas fáceis de amar e odiar— pelos mesmos motivos. Engraxa os sapatinhos, à proletário, na ruela empoeirada, sorri às moscas, que por direito político adquirido já têm cidadania angolana, acena às polimórficas lixeiras que imitam, num desespero de causa, as gárgulas das catedrais na Nostra bella Italia, deixa-se fotografar, abraça, acaricia, sorri; e, até, mergulha nas águas semi poluídas da baía de Luanda.

No entanto, enquanto os flashes das câmaras eternizam os beijinhos e abraços, o site “O Contacto” revela, na sua edição de 21 de Agosto de 2021: «As remessas enviadas pelos emigrantes portugueses em Angola subiram 1,2% em Junho, para 21,1 milhões de euros […] Em sentido inverso, os angolanos a trabalhar em Portugal enviaram para o seu país mais de 1 milhão de euros, o que representa uma subida de 53% face aos 660 mil euros enviados em Junho do ano passado. […] Como é habitual, os dados de Angola representam a quase totalidade das verbas enviadas pelos portugueses nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).» 2

Talvez isso signifique apenas nada. Não é menos verdade, porém, que na ausência do tudo (ainda que relativo), este nada (que não é absoluto) pode contribuir muito para uma dissertação sobre o capital político dos beijos, abraços, apertos de mão e visitas de cortesia. Ademais, ao passo que um cidadão português levaria, em média, entre sete dias e um mês para se legalizar em Angola, em contraposição, um cidadão angolano poderia levar de um ano a uma eternidade, passe o eventual exagero, para conseguir o mesmo em Portugal. Reconheçamos, no entanto, que se um cidadão português tivesse um litígio com um angolano da nomenklatura, a falta de imparcialidade dos nossos tribunais frustraria descaradamente os interesses do expatriado, como aliás, o reconhece Sedrick de Carvalho na sua recente entrevista ao Jornal Agora.

Para compensar este “crime de desigualdade afetiva”, introduzindo uma máxima de Luís Filipe Ponde, só os beijinhos à Pai natal, da parte do Ti Celito, e as remessas de vinho que Portugal envia a Angola. Essas, sim, são muito medicamentosas, assim como o são as fortunas que a entourage multimilionária angolana tem em circulação na economia portuguesa.

Numa das cenas mais marcantes do filme de Ridley Scott, O Gladiador (2000)3, o imperador Marcus Aurélio revela ao filho que não lhe sucederia no trono. Pelo contrário, este passaria ao general Maximus Decimus Meridius.  Numa reviravolta estonteante, o filho, Cómodus, então deserdado, abraça ao pai com aparente ternura. Quem não soubesse o fim, seria tentado a ver no gesto um consternado reconhecimento da autoridade e sabedoria paternas; todavia, quando menos se podia esperar, o abraço se transforma no golpe de uma poderosa anaconda, que estrangula o pai até à morte, tornando-se ele o imperador incontestável. Ato continuo, o novo imperador procede a um ato de limpeza de sangue. A esposa do general Maximus é estuprada e assassinada, assim como o seu filho, enquanto Maximus se torna um pária. A ficção e a realidade têm a mania de plagiar uma à outra com descarada frequência.

O Natal é, por tradição, uma época de passas e uvas, mas, há sempre um padrinho a quem lembre ensaiar algumas trapaças por turvas águas. E as nossas, essas remontam há anos. Que o digam os que em vão se prepararam para ir a eleições, após os Acordos de Alvor. Entretanto, em meio a bacalhaus de haver e não os ver, árvores de Natal fundidas, beijinhos orto protésicos, visitas de cortesia, não falta quem se lembre de sublinhar que JES estaria a beber do próprio veneno. Aliás, o rio Nilo seria um pobre anão, em tamanho, se comparado à lista de famílias desestruturadas pelo seu regime, com vista a manutenção do poder. Talvez estejamos diante da Lei do Retorno, para chamar um princípio das ciências esotéricas. Sedrick de Carvalho, por exemplo, na entrevista que vimos citando diz “(…) A família [Dos Santos] está isolada. A filha que em Angola era chamada princesa Isabel dos Santos está muito fragilizada, infelizmente […] mas este isolamento é uma prisão que eles próprios criaram à volta de si(…)”

Na escalada de violência que se seguiu às eleições de 1992, Abel Chivukuvuku sobreviveu ao assassinato de importantes líderes da UNITA, em Luanda. Aquele beijinho, da parte de JES e seu regime, profusamente televisionado, aliás, se repetiria várias vezes. Abel foi convidado a cerimónias de Estado, a posteriori. No entanto, à parte os abraços, Dos Santos/MPLA não tiveram meias medidas em mexer os cordelinhos para impedir que o mesmo Abel chegasse à presidente da UNITA.

Mais tarde, e no mesmo espírito, o regime eduardista viria a sancionar e esmagar as ambições presidenciais de AC, quando este ia à testa do projeto CASA-CE.

Sobre beijinhos e abraços não é tudo. Em Abril de 2019, enquanto Abel estava internado na Clínica Girassol, recebeu a visita de JLO. A mesma teve grande repercussão nas redes sociais. E acontecia numa altura em que a popularidade do presidente já descrevia um arco descendente e o seu percurso começava a parir mais pontos de interrogação do que, propriamente, certezas. Não obstante aquele beijinho, na hora do vamos ver, a aliança conspirativa JLO/TC/MPLA não teve meias medidas. E, tal como o fizera JES, trucidou impiedosamente a pretensão de Chivukuvuku chegar ao Palácio da Cidade Alta.

De modo que o PRA-JÁ Servir Angola continua impedido de se legalizar. «(…) Agripina, mãe de Nero, matara o marido Cláudio para por o filho no trono. Fez-lhe todas as vontades, não se poupou a trabalhos para lhe agradar. Ora foi esse mesmo filho por ela gerado e feito imperador, foi ele que, depois de muitas vezes, debalde, o tentar, acabou por lhe tirar a vida;(…)» 4

A política é um antiquíssimo tabuleiro de xadrez em que o sensível, muitas vezes, se casa com o cruel. Em Marcos 14, 44-45 lê-se: «Ora, o que o traía, tinha-lhes dado um sinal, dizendo: aquele que eu beijar, esse é; prendei-o, levai-o com segurança. E, logo que chegou, aproximou-se dele e disse:  Rabi, Rabi e beijou-o.»

Acreditamos, em suma, que os beijos de JLO a JES e ao País são, de longe, mais bem-intencionados que os de Judas Iscariotes. E Angola, por sua vez, não é um território tão mal frequentado quanto o era o de Pilatos. Acreditamos que os beijinhos de JLO a JES, no dia 24, são um símbolo de esperança no diálogo. Diálogo extensivo aos opositores políticos, filhos desta Angola, acima de tudo. Que seja sinal de que a inteligência do cidadão angolano e potencial eleitor já não será insultada, ao ponto de ser-lhe furtado o direito de assistir a debates salutares entre os candidatos ao pleito de 2022; e assim, avaliar por si cada concorrente. De contrário, continuará grande a tentação para pensarmos que é mais cómodo abraçar e beijar as chagas leprosas de um adversário político caído em desgraça, sendo que já não dispõe de força anímica para disputar em pé de igualdade, do que olhar nos olhos de um macho Alfa —no expoente da sua saúde— com capital político e disposições para rapinar a coroa e o tão cobiçado cadeirão da Presidência. Outrossim, se nem só de beijinhos à Ti Celito e selfies à JLO se faz o Natal, inclui o bacalhau, as uvas e o bolo-rei, de igual modo, a Democracia não se basta a orgíacos simulacros de empatia. Pressupõe, também, separação [entre os poderes & podres]; implica poder [do povo]; e, por feliz ventura, pontos de contrabalanço: (check and balance mechanisms); e, claro, alternância no próprio poder— [do Rei do bolo].

*Autor, poeta e tradutor e interprete

1

PEREIRA Caeiro H., a Ordem Social do Futuro,Sá da Costa,(1977)p.5

2https://www.wort.lu/pt/economia/remessas-dos-portugueses-em-angola-atingiram-21-1-milh-es-em-junho-6120df0fde135b9236058d87

3SCOTT Ridley (realização), Gladiator, Scott Free Productions (2000)

4DE LA BOÉTIE Étienne, Discours de la servitude volontaire (1549), trad. eBooksBrasil (2006), p.51

3 comentários em “O beijo de Judas ao rei dos “judaeus””

  1. Não sei qual deles é o pior, isto entre João Louvor das Orações (JLO) e José Emprego das Sardinhas (JES). O mais agravante nisso tudo, é que Jlo tomou o poder para se vingar do ódio criado há tempo, no qual deixa o povo sofrer por causa de tal ódio. Podemos aqui dizer que os beijos dados, tanto a AC e JES, foram todos premeditados.
    Uma vez um revolucionário dos DH em Angola cantou, “estão a nos comer a carne…” aqui foi o cota José Emprego das Sardinhas que nos comeceu juntamente com o seu elenco, mas Louvor das Orações não ficou de parte, hodiernamente, João Louvor das Orações, está a nos comer o osso tudo para que não tenhamos força de inocular uma colher de papa na boca.
    Hoje, tantos os sonhos como a imaginação, estão nos sendo roubados, não se sabe o certo qual é o pecado que JES cometeu contra JLO.

  2. POETA FRIDOLIM, ÉS UM DEUS PARA NÓS DA CAMADA BAIXA, OS TEUS POEMAS FORAM A ÚNICA ESPERANÇA QUE TIVEMOS DE QUE UM DIA AS COISAS MUDARAIAM…QUE DEUS TE DÊ TUDO.

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