JÓ SOARES

João Lourenço destrói empregos criados por Isabel dos Santos

Jó Soares

José Eduardo dos Santos, o antigo Presidente da República, cometeu muitos erros durante a sua longeva magistratura de quase quatro décadas. Mas, o maior erro (do qual deverá estar profunda e amargamente arrependido) da sua carreira política foi o de ter escolhido João Lourenço para sucedê-lo à testa dos negócios do Estado angolano e do partido no poder em Angola.

O presidente emérito do MPLA, José Eduardo dos Santos, jamais cogitou que o seu sucessor iria desencadear uma implacável e umbrosa “vendetta” que o teria a si e a sua família como alvo número um a abater e o povo como número dois para destratar.

Quando João Lourenço assumiu o poder, garantiu que seria presidente de todos os angolanos.  “Seduziu”, politicamente, os angolanos com um discurso (alegadamente redigido por um escritório de Relações Públicas lisboeta, pago de forma régia) que levou os angolanos ao delírio – qual “dom Juan” que, no calor de um fogoso e clandestino romance, sussurra “doces palavras” ao ouvido da donzela que a fazem tremer debaixo do vestido.

Na sua prédica, João Lourenço fez crer (e o povo acreditou religiosamente) que se teria um País social e economicamente mais justo, livre do medo e de perseguições políticas. Que se teria uma Angola fraterna. Passados quatro anos, constata-se, desafortunadamente, que João Lourenço é, afinal de contas, apenas Presidente de alguns angolanos e não de todos, tal como havia prometido.  Nota-se, hoje, que o País está social e economicamente mais difícil desde que ascendeu à independência. Está a viver um dos períodos mais negros da sua História política, social e ecónomica.

As atitudes (grosseiras) e discursos (musculados) de João Lourenço revelam que a sua agenda é a de combater, de forma atroz e obstinada, o povo, desafiando-o, desalmadamente, todos os dias e das mais variadas formas, particularmente a juventude. Na Angola de João Lourenço a Justiça é forte para os fracos e fraca para os fortes e militantes do partido no poder.

A “vendeta” cega e pessoal de João Lourenço contra a família Dos Santos está a prejudicar o País e, acrescente-se, a provocar muitas vítimas colaterais. Exemplo?   Os jovens (cerca de cinco centenas), que com o recente encerramento da ZAP VIVA TV perderam o seu ganha-pão, são os mártires da luta pessoal que João Lourenço está a travar com a família Dos Santos e, neste caso, particularmente contra a engenheira e empresária Isabel dos Santos. Tudo indica que a cruzada vai prosseguir.

A prece feita pelos funcionários da ZAP VIVA TV, no recinto daquela estação emissora, depois de informados do seu despedimento, punge o coração de quem tem sensibilidade e amor ao próximo. Não é o caso de João Lourenço.  A tristeza está estampada no rosto de cada um dos jovens agora desempregados da ZAP VIVA TV. No coração de cada um deles, tristeza. Nas suas cabeças, raiva quanto baste por não saberem como alimentar as suas famílias.   Isabel dos Santos criou inúmeros postos de empregos em Angola (a forma como os criou é outra conversa), João Lourenço os tirou de forma abusiva e insensível num ápice.

Por isso, apelo que a voz dos angolanos de bem não esmoreça para dar conta deste crime, o de encerrar um posto de emprego que garantia o pão de cerca de quinhentos jovens que num futuro breve poderão recorrer aos contentores de lixo espalhados pelas ruas da capital angolana ou então enveredarem para o mundo do crime para sustentarem as suas familias.

João Lourenço prometeu criar cinco mil postos de emprego durante a campanha eleitoral de 2017, uma promessa que até hoje não foi devida. Mas acabou com cerca de quinhentos postos de emprego, desta feita na ZAP VIVA TV. Tal atitude demonstra que João Lourenço está contra o povo. Sim, João Lourenço está contra o povo. Mas, o povo e o partido que lidera (MPLA), estes, vão, na primeira oportunidade, unir-se para tramá-lo, tão logo termine o seu mandato. Aliás, como (putativo) historiador, João Lourenço tinha a obrigação de saber como é que o MPLA sempre se desfaz dos seus líderes.

 

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