Destaques

Ana, um sonho e o devir

Como se fosse possível, o menino José sonhou-se homem-palavra, a autografar um livro para Ana. A gratidão era tanta, carecia de honrar aquela sábia mulher pelos muitos cuidados recebidos; o segurar da caneta, o bordado da letra, as noções de parágrafos, os cadernos, forrados, as quinas das páginas desdobradas. Ana, a tia Ana, punha ordem-amor …

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Me doeu muito!

Em 2017 eu estava a fazer uma formação com o Observatório Eleitoral Angolano em Luanda. Findo o período da formação, eu tinha de regressar ao Lubango num domingo de Agosto. O voo da TAAG estava marcado para às 18:00 com previsão de chegada às 19:30 ou perto disso. O voo atrasou e só partimos de …

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O começo

júlia e leandro estão namorando há pouco mais de cinco meses. conheceram-se através de amigos em comum. júlia tem trinta e dois anos e é contadora e leandro tem trinta e cinco e é enfermeiro. júlia já foi casada por seis anos. leandro nunca nem morou junto com alguém. júlia é capoeirista e leva leandro …

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Angola, Estado ditatorial

“Uma vez fora do poder, o MPLA assistirá o seu plano de poder eterno sendo demolido em doses cavalares, toda utopia que cega os militantes desavisados jogada no lixo e a aristocracia reduzida a pó. Os altos funcionários que compõem, hoje, o establishments, se tornarão reles mortais; ou seja, o partido (MPLA) tem tudo, mais absolutamente tudo a perder e, em virtude disso, arriscaria tudo, sem se importar com as consequências internas bem como, possíveis consequências negativas no plano internacional (…)”

Humilhados e Ofendidos (II)

“(…) Tudo o que se realiza sem nós, negros, fica triste, e me parece sem graça. Brancos querendo ser negros. Homens querendo ser mulheres, mulheres querendo ser homens. Negros querendo ser brancos. Tudo demasiadamente humano — viva é o poder de re-descobrir-se no colorido das diferenças. Isto, reunido ao samba “Graças a Deus” do filósofo Felipe só gera compaixão, que é quando nós deixamos tudo ficar ainda melhor. Parabéns Criolo, pelos seus 47 anos de vida! Por mais 47!”

É urgente dar a conhecer a História de Portugal Esclavagista?

“Recuperaremos, pois o pensamento científico dos mais reputados historiadores portugueses para reorganizar um programa de educação que permitam a universalização da História de Angola e da sua legitimidade internações de forma que esta funcione como uma fonte de referência, corrigindo os erros criados pela historiografia portuguesa. Quem desconhece a história do seu país não tem legitimidade intelectual para o exercício de criação de opinião.”

E-lei-ções & ilações do gado povinho na Rei-pública das batatas

(…) Direcionando-os (…) ao buraco-negro da apatia, do emburrecimento-nacional, em troca de uma liberdade que não vá além do muro da própria casa e da leitura de um livro que só é best-seller porque quem não o compra tem grande probabilidade de aparecer morto─como terá acontecido com a senhora Regina Luisa Essenje, ela que tendo sido recrutada a trabalhar para a CNE, em nome de um certo rigor nacionalista e da justiça eleitoral foi regularmente enviando áudios para o grupo WhatsApp do “Kwanza” denunciando as operações secretas de fraude eleitoral que estariam ocorrendo na sede nacional de escrutínio da CNE.”

As “Independências” do Brasil e a eleição presidencial

“Em uma nação marcada por profundas desigualdades sociais e edificada nos pilares do escravismo, não é de se estranhar que a cidadania plena não tenha alcançado os pretos e pretas, pardos, quilombolas, mulheres, indígenas, portadores de deficiência e membros da comunidade LGBTQIAPN+. Estes continuaram à margem, desprovidos de acesso a direitos básicos como saúde e educação. Em outras palavras, passados 200 anos, verificamos que alguns cidadãos ainda “valem” menos do que outros, são cidadãos brasileiros não independentes.”

A escrita “treme-treme” dos médicos

“(…) Um estudo realizado pelo Instituto de Medicina da Academia Nacional das Ciências (IOM) revela que devido à má caligrafia dos médicos, a cada ano falecem 7 mil pessoas nos Estados Unidos! Os erros mais comuns cometidos pelos doutores ao expedir as receitas médicas são as abreviações, indicações de dose e letra ilegível, os quais, além das 7 mil mortes, afetam a mais de 1.5 milhões de americanos todos os anos (…)”