APRESENTAÇÃO

“Máscara Cokwe” abordada em livro de Ana Clara Guerra Marques

Ana Clara Guerra Marques

A coreógrafa e investigadora angolana Ana Clara Guerra Marques apresenta, a 11 deste mês, em Luanda, o livro “Máscaras Cokwe: a linguagem coreográfica de Mwana Phwo e Cihongo”.

Sob a chancela das editoras angolana Kilombelombe e portuguesa Guerra & Paz, a obra traz uma abordagem sobre as máscaras cokwe numa perspectiva da etnocoreologia.

A obra é produto do seu longo trabalho de investigação no terreno cultural cokwe, incidindo sobre a performance e a linguagem corporal das máscaras de dança Mwana Phwo e Cihongo, enquanto estruturas de comunicação capazes de sustentar uma memória colectiva.

A análise dos padrões de dança e das características da performance de cada uma destas máscaras permite a compreensão do seu papel na estruturação e equilíbrio da sociedade cokwe.

A autora actualiza a informação sobre os Akixi ou bailarinos mascarados na Angola de hoje, a partir de um ponto de vista da dança, enquanto plataforma académica.

A obra integra textos introdutórios de dois conceituados investigadores nas áreas das máscaras cokwee da história da arte africana, respectivamente, Manuel Jordán, actual curador-chefe do Musical Instrument Museum, dos Estados Unidos, e Bárbaro Martínez-Ruiz, professor emérito de Estudos Africanos na Universidade de Oxford.

Suportado por uma longa viagem de dedicação a leituras, recolha de imagens e à audição de conversas de grande riqueza, o livro apoia-se num enquadramento histórico e social das máscaras estudadas, bem como na sua contextualização nos planos da religião, dos rituais de iniciação e da estética.

A autora é mestre em Performance Artística – Dança e licenciada em Dança na área da Educação, bailarina, coreógrafa e investigadora.

Pioneira da dança contemporânea em Angola, Ana Clara Guerra Marques trabalhou durante 37 anos no Ministério da Cultura, onde foi Directora da Escola Nacional de Dança e consultora.

Fundou a Companhia de Dança Contemporânea de Angola, com a qual propôs novas estéticas e novos conceitos de espectáculo para a dança angolana, dividindo a sua criação entre a intervenção/crítica social e a extensão artística do seu trabalho de investigação sobre as danças patrimoniais angolanas, com incidência na cultura cokwe.

Como reconhecimento da sua contribuição para o desenvolvimento das artes e da cultura em Angola, foram-lhe atribuídos o Prémio Nacional de Cultura e Artes (2006), o prémio Identidade da União Nacional dos Artistas e Compositores (1995), os Diplomas de Honra (2006) e de Mérito (2016) do Ministério da Cultura de Angola e o Diploma de Honra – Pilar da Dança, da UNAC (2011).

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