CAUSA

Artistas angolanos solidários com vítimas da seca no sul do País

Artistas Solidarios

Em resposta ao apelo e esforço do executivo, artistas angolanos juntam-se ao combate à seca no Sul de Angola, eclodida em Outubro do ano passado, com a realização de concertos musicais e doação de bens diversos às comunidades mais afectadas.

Entre os artistas, destaques para os músicos Rui Orlando, Malária, Telma Lee e Bruna Tatiana, os humoristas Calado Show e Gilmário Vemba, bem como o Dj Paulo Alves, oficializados terça-feira (dia 03), em Luanda, como “Embaixadores Boa Vida”.

Com efeito, estes artistas estarão sábado e domingo a recolher brinquedos e outros produtos não perecíveis no Cine Atlântico, junto à Administração da Centralidade do Kilamba e Mix Center, com vista a proporcionar festas natalícias às crianças locais.
Os resultados dessa campanha serão apresentados no dia 15 deste mês, durante a “Gala Embaixadores Boa Vida”, no Centro de Produção da TPA (no Camama), pelas 21h00, numa parceria entre esta estação televisiva e o grupo empresarial Boa Vida, mentor do projecto.

A iniciativa, segundo o presidente desse “player” imobiliário, Tomasz Dowbor, enquadra-se nas acções de responsabilidade social, visando apoiar as vítimas da seca no Sul de Angola, pessoas carenciadas, centros e lares de acolhimento nas 18 províncias do país.

Embora o sector imobiliário seja o “core business” do grupo, o Boa Vida actua no mercado angolano (há mais de 20 anos) igualmente na implementação de projectos e gestão de investimentos nas áreas da agricultura, indústria e construção civil.

A seca no Sul de Angola tornou-se num fenómeno cíclico, desde 1995. Só na província do Cunene, a mais crítica desta região, ao cabo de 12 meses de estiagem atingiu severamente 880 mil e 172 pessoas e mais de um milhão de cabeças de gado bovino e caprino, matando 30 mil bovinos.

Em consequência, pelo menos 99 mil camponeses ficaram sem colheitas nos 205 mil hectares preparados para a campanha agrícola 2018/2019, ao passo que no domínio educacional prejudicou 413 escolas, forçando a desistência de 900 alunos que acompanham os pais na transumância.

Face ao problema, entre várias doações e intervenções paliativas, no dia 15 de Novembro foi lançada a primeira pedra e consignada a edificação de projectos estruturantes, mormente barragens, para combater a seca nesta província, deixando expectantes mais de 800 mil afectados.

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