ANA QUEZIA*

Malvina, a má!

malvina aprendeu a dizer não. começou a utilizar a pedagogia do constrangimento com pessoas inconvenientes. conhece seus lugares no mundo (o geográfico, o racial e o social) e as implicações que isso traz.
sempre teve o sorriso fácil de gente que gosta de gente e quando abordada por pessoas sem noção que insistiam em lhe dizer o que fazer, como se vestir e até mesmo o que deveria mudar em seu corpo, ouvia e dava um sorrisinho amarelo, envergonhada. ao ficar sozinha, sempre pensava no que deveria ter dito.
hoje, isso não acontece mais. malvina é intolerante com essas pessoas e está amando esse traço de sua personalidade que desconhecia.
os outros, ao seu redor, estão bastante surpresos, mas isso já não importa mais. malvina, a má, está irradiando satisfação livre das palavras presas em sua garganta e coração.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *