Crônicas

Carta ao deputado Nuno Álvaro Dala Jr. ( CRESPO NÃO, ÁGUIA SIM!)

Saudações notáveis. Ilustre deputado frentista-unido da bancada parlamentar da UNITA, meu antigo colunista querido no falecido Semanário Angolense, um dos melhores jornais que este país já teve, modéstia à parte na parte que me toca, passe algum pleonasmo ou redundância, sei lá. Sabe que, embora não o conheça pessoalmente, o tenho em elevada consideração, provavelmente …

Carta ao deputado Nuno Álvaro Dala Jr. ( CRESPO NÃO, ÁGUIA SIM!) Leia mais »

A professora

Helena é professora de literatura no quilombo educacional tereza de benguela e no colégio estadual luiz gama há muitos anos. é alegre, divertida e firme, quando necessário. seus alunos são em sua maioria, negros como ela. e, também como ela, estudaram a vida inteira em escolas públicas. o que a difere dos alunos é que …

A professora Leia mais »

Amor temporão?

margarida e genésio se conheceram no grupo de dança da terceira idade no centro social urbano da liberdade em salvador. margarida tinha sessenta e sete anos e genésio sessenta e nove. após cinco meses de conversas e risos, começaram a namorar. eram viúvos. margarida tinha três filhos, cinco netos e um bisneto. genésio não tinha …

Amor temporão? Leia mais »

A essência do Amor

Esta história passou-se em Taiwan, mas poderia ter sido em qualquer outra parte do mundo, num dos esplendorosos arranha-céus onde apenas existem escritórios, num desses escritórios passou-se o que parecia ser uma linda história de amor. Entre olhares e sorrisos cúmplices, conversas próximas em que quase sentiam o respirar e o bater do coração um …

A essência do Amor Leia mais »

O xará do chefe

O Cinco é sempre muito pontual. Não atrasa e nunca falta, faça chuva ou faça sol. Se ele não puder aparecer por qualquer razão, muito cedo envia-me uma mensagem a avisar. Foi assim há dias quando lhe morreu a irmã: “Chefe boa dia eu tenho oubito morreu amia irmã”. “Os meus pêsames”, respondi de imediato. …

O xará do chefe Leia mais »

Até já, Chico Zé!

Francisco José era seu nome. Foi-se um Amigo, um companheiro! Falar do Tchim Tchim (sou miúda e nunca soube o motivo de assim ser chamado) não custa. Conheci-o numas festinhas desorganizadas pelo Jacques, Santana, Tonet, Catlitos,… era uma malta que com quaisquer 5 pessoas se dançava até levar galhetas do sol. Deles todos Chico era o …

Até já, Chico Zé! Leia mais »

Gabriela

Eu morava na altura, na rua Direita de Luanda, nº 59 e estávamos sob um recolher obrigatório que começava às 8 horas da noite. Por causa, do isolamento e eu viver sózinho, decidi mudar-me para este este edifício, porque moravam lá muitos dos meus amigos. Assim sentia-me mais acompanhado. A partir daquela hora, ninguém entrava, …

Gabriela Leia mais »

Ana, um sonho e o devir

Como se fosse possível, o menino José sonhou-se homem-palavra, a autografar um livro para Ana. A gratidão era tanta, carecia de honrar aquela sábia mulher pelos muitos cuidados recebidos; o segurar da caneta, o bordado da letra, as noções de parágrafos, os cadernos, forrados, as quinas das páginas desdobradas. Ana, a tia Ana, punha ordem-amor …

Ana, um sonho e o devir Leia mais »

Me doeu muito!

Em 2017 eu estava a fazer uma formação com o Observatório Eleitoral Angolano em Luanda. Findo o período da formação, eu tinha de regressar ao Lubango num domingo de Agosto. O voo da TAAG estava marcado para às 18:00 com previsão de chegada às 19:30 ou perto disso. O voo atrasou e só partimos de …

Me doeu muito! Leia mais »