POR TER A CERTEZA DA IMPUNIDADE

Polícia Nacional (bandida) descarrega frustrações em jornalista José Honório (Angop) em Benguela

Onde foi que estes agentes aprenderam a espancar jornalistas que buscam mostrar o que o País é, na sua realidade objectiva?  O que estão a defender exactamente? (…) A nossa Polícia está a perder a ética, o juízo de agente de Segurança Pública. Sabemos que muitos deles são vítimas de um Sistema viciado; mas agredir um jornalista, claramente identificado, é sinónimo de que temos agentes da desordem pública que se servem da farda para descarregarem as suas frustrações. (…)

Os que defendem as zungueiras são criminosos?
Num dia de trabalho, como outros iguais, um jornalista da ANGOP, deparou-se com um cenário frequente no nosso País: a da violência contra as zungueiras. Isto lhe chamou atenção e decidiu intervir, falando aos agentes da Polícia Nacional – que sabemos serem alegadamente agentes da Ordem Pública – para tratarem com humanidade as senhoras que, vendendo, buscavam sustentar os seus lares.

Mário Zezano

Mas os nossos agentes, que muitos deles, criminosamente, usam o uniforme da Polícia Nacional, fizeram o que melhor sabem fazer: espancaram brutalmente um trabalhador que estava na sua missão. Estamos a falar do jornalista José Honório, ainda no Banco de Urgência do Hospital Geral de Benguela.

Em torno de tudo isto, pergunto-me: onde estes agentes aprenderam a espancar jornalistas/repórteres, que buscam mostrar o que o País é, na sua realidade objectiva?  O que estão a defender exactamente?

Com todo o respeito que tenho pelos policiais, ainda lamento os muitos que, indecentemente, trajam garbosamente a farda, cuja presença seria sinónimo de Segurança Pública, mas que hoje é sinónimo de violência, arrogância e corrupção.

A nossa Polícia está a perder a ética, o juízo de agente de Segurança Pública. Sabemos que muitos deles são vítimas de um Sistema viciado; mas agredir um jornalista, claramente identificado, é sinónimo de que temos agentes da desordem pública que se servem da farda para descarregarem as suas frustrações. E, por isso mesmo, precisam de psicólogos e não de trabalho.

Mas o que esperar de um Governo sem hierarquia de prioridade? Um Governo que prefere dar carros de luxo aos deputados, carros que desfilam em zonas sem asfaltos nem pontes, quando temos escolas com quadros improvisados, onde os alunos sonham apenas em ter uma carteira?
Sim, temos um Governo à deriva, com policiais ‘imperiais’, criados para manterem a Ordem Pública que beneficia o Executivo que precisa de ser revezado, uma Polícia que é produto visível da nossa Educação.
Que a culpa não morra inocente!

 

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