FLAGRANTE DELICIA

O ocaso do resgate dos valores morais apregoados por João Lourenço

Desde os tempos de antanho que nos inculcaram  que o soba é (ou era?) uma autoridade e  também uma reserva moral junto da comunidade que representa e não só. Sempre foi assim. Mas, ao que parece, todo esse acúmulo de respeitabilidade e benemerência atingiram o seu ocaso. É o que, segura e garantidamente, nos traduz esta imagem que convoca a mais profunda reflexão de toda Sociedade angolana.

Um soba flagrado num “delicioso esfrega- e-amasso”, a dançar com uma donzela bem disposta no final de um acto político-partidário promovido pelo MPLA.

O sorriso de orelha-a-orelha da moçoila sugere boa disposição. O estado de espírito do sobeta não destoa. O contrário era inesperado, pois num ambiente etilicamente bem animado, não há soba que não se desiniba e se não esqueça das suas responsabilidades morais,  cívicas e políticas.

Com cerveja a rodos e à borla, não há moça que resista em dar o peito a outro peito, deixar-se “esfregar” sem respeito e dignidade para  mostrar à direcção do partido que compreende e materializa,  até à exaustão, a recomendação segundo a qual “é preciso descer até às massas, para depois subir com elas (sic!)”. Este é o contributo de algumas (mas quase todas) quando se trata das actividades do partido.

Tal leva-nos a questionar o resultado do programa de resgate dos valores éticos e morais na nossa Sociedade e a concluir, de forma categórica, que o mesmo anda, desafortunadamente, perdido pelas ruas da amargura. E as autoridades republicanas, estas , mostram-se incompetentes para encontra-lo e pô-lo no caminho certo, como era suposto, possível e desejável.    .

Ora, depois desta “deliciosa” exposição, o que sobrará deste soba junto da sua comunidade para que se imponha  como autoridade ou reserva moral? Certamente que muito pouco. Ou mesmo quase nada.

Será este o resultado do resgate dos valores morais mui apregoado por João Lourenço,  Presidente da República e do MPLA, no alvor da sua magistratura? Quem souber, que faça a fineza de responder!

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